Fundo Geral do Turismo registra R$ 11 milhões em operações contratadas e aprovadas

Fundo Geral do Turismo registra R$ 11 milhões em operações contratadas e aprovadas

Ampliação de hotel no Paraná marca retomada da linha de crédito oficial do Ministério do Turismo. Projeto prevê a duplicação do número de quartos

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Evento do lançamento do novo Fungetur em Maceió. Crédito: Roberto Castro

Lançado há pouco mais de três meses pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, o novo Fundo Geral do Turismo (Fungetur) registrou a primeira operação de crédito contratada.

A ampliação de um hotel em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, contará com um investimento de R$ 1,25 milhão, sendo R$ 800 mil do Fundo.

O projeto aprovado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) prevê uma reforma que aumentará de 36 para 74 o número de quartos no empreendimento. O mesmo banco já aprovou outro projeto, no valor de R$ 10 milhões, para a construção de um hotel com mais de 200 quartos.

“Essa é uma linha de crédito diferenciada, com taxas de juros e prazos especiais, que estava parada e conseguimos reativar para movimentar a economia do turismo apoiando projetos bem estruturados”, comentou o ministro Marx Beltrão. Até 2017, o Fungetur era operado exclusivamente pela Caixa econômica Federal (CEF). Após a reformulação, em dezembro, outras sete instituições financeiras foram credenciadas para gerir o fundo e, assim, ampliar sua abrangência.

A concessão de crédito está alinhada à política de desenvolvimento regional da Pasta. Caso não sejam utilizados em financiamentos, os recursos transferidos para as instituições financeiras poderão ser recolhidos após 120 dias e redistribuídos para outros bancos credenciados, de acordo com o desempenho de cada uma delas. “É uma competição saudável, na qual o turismo sai ganhando. Não interessa a ninguém manter esse dinheiro parado”, completou o ministro.

“Operar o Fungetur é uma forma de atrair novos investimentos para o setor turístico do Sul do país, levando em conta que o turismo é um dos segmentos da economia que mais geram emprego, renda e receita aos municípios”, diz a gerente de Planejamento da Agência Paraná, Lisiane Astarita. Além dos projetos já aprovados, há uma cartela no valor total de R$ 45 milhões em análise pelos bancos credenciados no Fungetur.

Na lista estão meios de hospedagem, parque temático, restaurante e embarcações turísticas. A equipe técnica da Diretoria de Ordenamento do Turismo do Ministério do Turismo mantém contato com as entidades financeiras para equilibrar o montante disponível às demandas.

FUNGETUR

Criado em 1971 para financiar empreendimentos, obras e serviços de interesse para o desenvolvimento do turismo nacional, o Fungetur estava sob a gestão da Embratur até 2003, quando o Ministério do Turismo foi criado.

Entre os empreendimentos que contaram com o apoio do fundo estão meios de hospedagem renomados no cenário nacional como o Hotel Tropical, em Manaus, e o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Nos últimos quatro anos, no entanto, os recursos destinados para o Fungetur não foram captados pelo mercado. A recente operação de crédito realizada via BRDE marca a reativação do fundo que oferece financiamentos com prazo de amortização de até 20 anos, com até cinco anos de carência. Os juros são de até 6% ao ano somados ao INPC.

CONFIRA AQUI AS INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS PARA OPERAR O NOVO FUNGETUR:

Agência de Fomento do Mato Grosso;

Agência de Fomento do Rio Grande do Sul (Badesul);

Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes);

Banco do Estado de Sergipe (Banese);

Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG);

Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE);

Caixa Econômica Federal (CEF); e

Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP).

Fonte: Ministério do Turismo
Por Darse Júnior

 

 

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